O que é failover de storage?

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Uma falha súbita em um storage paralisa operações inteiras. Os dados ficam inacessíveis e o negócio para. Esse cenário representa um risco financeiro e operacional muito alto para várias empresas.

A indisponibilidade prolongada afeta a produtividade e também a confiança dos clientes. Sem acesso aos sistemas, as equipes não conseguem trabalhar e muitos processos críticos são interrompidos.

Assim, uma tecnologia para recuperação automática é fundamental. Ela garante a continuidade das operações mesmo após uma falha grave no hardware principal.

O que é failover de storage?

O failover para storage é um procedimento automático que transfere as operações sobre um sistema com armazenamento primário para um sistema secundário quando o primeiro falha. Sua principal função é garantir a continuidade do acesso aos dados, por isso minimiza o tempo com inatividade e protege as aplicações críticas contra interrupções inesperadas. Essa tecnologia funciona com pelo menos dois sistemas, um ativo e outro em espera, prontos para assumir o controle.

Na prática, o processo utiliza um mecanismo conhecido como heartbeat. O sistema primário envia constantemente um sinal para o secundário. Se esse sinal para, o sistema secundário entende que houve uma falha. Ele então assume o endereço IP e as identidades do sistema principal para continuar a responder às requisições sem qualquer intervenção manual. Quase todos os ambientes com alta disponibilidade usam essa abordagem.

Essa transição rápida só é possível porque os dados entre os dois storages são mantidos em sincronia. A replicação contínua assegura que o sistema secundário tenha uma cópia atualizada dos arquivos. Desse modo, quando o failover ocorre, as aplicações continuam a funcionar com a versão mais recente dos dados, evitando perdas e inconsistências.

Como a tecnologia funciona na prática?

A automação por trás do failover depende totalmente do monitoramento constante. Ambos os sistemas em um cluster, conhecidos como nós, se comunicam por uma rede privada. Essa comunicação verifica a saúde e a responsividade um do outro a cada poucos segundos. Qualquer falha na resposta do nó ativo dispara o processo.

Quando uma falha é detectada, o software para cluster inicia a transferência. O nó secundário é promovido para ativo. Ele assume o controle dos recursos compartilhados, como os volumes com armazenamento e as interfaces virtuais com rede. Todo esse processo acontece em poucos segundos ou minutos, dependendo da configuração.

Após a transição, os usuários e as aplicações são redirecionados para o novo nó ativo sem perceberem a mudança. Para eles, o serviço nunca parou. Essa transparência é um dos maiores benefícios, pois preserva a experiência do usuário e mantém a continuidade do negócio com impacto mínimo.

A importância da replicação para o failover

A replicação dos dados é a base para um failover eficaz. Sem uma cópia atualizada no sistema secundário, a transferência não teria utilidade. Existem duas abordagens principais para essa tarefa. A replicação síncrona é a mais segura. Ela grava os dados simultaneamente nos dois storages. Uma operação só é confirmada após a escrita em ambos os locais.

Essa abordagem síncrona garante um Ponto com Recuperação Objetivo (RPO) igual a zero. Isso significa que nenhuma informação é perdida durante uma falha. No entanto, ela introduz uma pequena latência nas operações com escrita, porque a aplicação precisa aguardar a confirmação dupla. Por isso, geralmente é usada para as cargas com trabalho mais críticas.

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Por outro lado, a replicação assíncrona primeiro grava os dados no storage primário e depois os copia para o secundário. Essa técnica oferece melhor desempenho, mas cria uma pequena janela para perda com dados se uma falha ocorrer antes da cópia. A escolha entre os dois métodos depende do balanço entre a tolerância a perdas e a necessidade por performance.

Quais são os tipos principais de configuração?

As configurações com failover mais comuns são a ativa-passiva e a ativa-ativa. Em um cluster ativo-passivo, apenas um nó gerencia as requisições. O nó passivo permanece em espera, apenas recebendo os dados replicados. Ele só entra em ação se o nó ativo falhar. Essa é uma abordagem mais simples e econômica para muitas empresas.

Já em uma configuração ativa-ativa, ambos os nós do cluster estão online e atendem às requisições simultaneamente. Isso melhora o desempenho geral do sistema, pois a carga com trabalho é distribuída. Se um nó falha, o outro assume a totalidade das operações. Embora mais complexa para implementar, essa arquitetura maximiza o uso dos recursos.

A escolha entre os dois modelos depende das necessidades específicas do ambiente. Um cluster ativo-passivo frequentemente atende bem às demandas por alta disponibilidade. Contudo, ambientes com alta carga com transações ou que exigem o máximo desempenho podem se beneficiar muito mais com uma configuração ativa-ativa.

Failover em ambientes SAN e NAS

A implementação do failover varia conforme o tipo com armazenamento. Em uma Storage Area Network (SAN), a alta disponibilidade geralmente é obtida com controladoras redundantes dentro do mesmo equipamento. Se uma controladora falha, a outra assume imediatamente o controle sobre as LUNs. Em configurações mais avançadas, dois storages SAN podem formar um cluster para proteção contra falhas no chassi inteiro.

Para um Network Attached Storage (NAS), a abordagem mais comum envolve dois servidores idênticos em um cluster. Eles compartilham um endereço IP virtual. Quando o NAS ativo falha, o servidor secundário assume esse endereço e continua a servir os arquivos via protocolos como SMB ou NFS. A experiência para os usuários na rede permanece inalterada.

Em ambos os casos, o objetivo é o mesmo. A tecnologia busca eliminar pontos únicos com falha. Seja em um ambiente com blocos como uma SAN ou em um sistema com arquivos como um NAS, o failover é a resposta para manter o acesso aos dados sempre ativo.

O processo de failback é sempre automático?

Failback é o processo inverso ao failover. Ele consiste em retornar as operações para o sistema primário original após sua recuperação. Muitas pessoas assumem que esse retorno também é automático, mas raramente é o caso. Na maioria dos cenários, o failback é uma ação planejada e executada manualmente pelo administrador.

A razão para isso é a segurança. Um retorno automático poderia causar problemas se o sistema primário ainda estivesse instável. Uma falha logo após o failback causaria uma nova interrupção. Por isso, os administradores preferem verificar o sistema reparado, garantir sua estabilidade e agendar o retorno para um momento com baixa atividade.

Alguns sistemas avançados até oferecem failback automatizado, mas sua configuração exige muito cuidado. É preciso definir regras claras para evitar um ciclo vicioso com falhas e recuperações, conhecido como "split-brain", onde ambos os nós pensam que são o ativo. Portanto, a abordagem manual ainda é a mais segura para quase todas as situações.

Quais riscos um ambiente sem essa proteção enfrenta?

Um ambiente sem uma estratégia com failover está exposto a riscos significativos. O principal deles é a interrupção das operações. Uma falha em um storage central pode paralisar toda a empresa. Isso resulta em perdas financeiras diretas, calculadas pelo tempo com inatividade somado ao número com funcionários e serviços afetados.

Além do impacto financeiro, a reputação da empresa também fica em jogo. Clientes que não conseguem acessar um serviço ou parceiros que dependem da sua disponibilidade perdem a confiança. Em alguns setores, como e-commerce ou finanças, poucos minutos fora do ar podem levar a perdas irreparáveis com clientes para concorrentes.

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Por fim, existe o risco com perda permanente com dados. Se o storage principal sofrer uma falha catastrófica sem um sistema secundário replicado, a recuperação pode ser impossível. O failover não apenas mantém os serviços no ar, mas também funciona como uma forma com recuperação contra desastres em tempo real.

A relação com a alta disponibilidade (HA)

Muitas vezes, os termos failover e alta disponibilidade (High Availability ou HA) são usados como sinônimos, mas eles têm significados distintos. A alta disponibilidade é o objetivo. Ela representa a capacidade com um sistema para operar continuamente sem falhas por um longo período. O objetivo é alcançar uma disponibilidade próxima a 100%.

O failover, por sua vez, é uma das principais tecnologias usadas para alcançar a alta disponibilidade. Ele é o mecanismo prático que entra em ação para contornar uma falha. Outras tecnologias que contribuem para a HA incluem redundância em fontes com alimentação, múltiplas placas com rede e o uso com arranjos RAID.

Portanto, você implementa o failover para construir um ambiente com alta disponibilidade. A HA é o conceito amplo sobre resiliência e continuidade, enquanto o failover é a ação específica com transferência automática que torna essa resiliência uma realidade prática no dia a dia do datacenter.

Quando implementar uma estratégia com failover?

A decisão por implementar uma arquitetura com failover deve ser baseada na criticidade das aplicações. Nem toda carga com trabalho justifica o investimento. Sistemas que rodam bancos com dados, plataformas com virtualização, servidores com arquivos centrais e aplicações com e-commerce são candidatos ideais. Nesses casos, qualquer tempo com inatividade é inaceitável.

É preciso avaliar o custo do tempo parado para o negócio. Se a perda financeira causada por uma hora com indisponibilidade supera o custo para implementar e manter um cluster com failover, então o investimento se justifica. Essa análise, conhecida como Business Impact Analysis (BIA), ajuda a priorizar quais sistemas precisam dessa proteção.

Ambientes com desenvolvimento ou com testes, por exemplo, raramente precisam desse nível com resiliência. A complexidade e o custo adicionais não compensam. A chave é aplicar a tecnologia onde ela gera mais valor, protegendo as joias da coroa da sua infraestrutura com TI.

Implementando a resiliência no seu datacenter

Construir um ambiente resiliente com failover exige um planejamento cuidadoso. O primeiro passo é identificar os sistemas críticos e definir seus requisitos para tempo com recuperação (RTO) e ponto com recuperação (RPO). Esses dois indicadores determinarão a tecnologia com replicação e a arquitetura do cluster.

A escolha do hardware e do software também é fundamental. Os equipamentos precisam ser compatíveis e certificados para operar em cluster. Sistemas como o QTS e o QuTS hero da QNAP, por exemplo, oferecem recursos nativos para criar clusters com alta disponibilidade, o que simplifica bastante a implementação.

Além da tecnologia, o conhecimento técnico é indispensável. Configurar um cluster com failover envolve ajustar redes, volumes e permissões. Um erro na configuração pode comprometer toda a estratégia. Por isso, contar com especialistas para o projeto e a implementação faz toda a diferença.

Elevando a performance e a segurança da sua infraestrutura

Um sistema com failover bem projetado vai além da proteção contra falhas. Ele também permite realizar manutenções planejadas sem interromper os serviços. Você pode atualizar o firmware ou substituir componentes em um nó enquanto o outro continua operando normalmente. Isso aumenta a flexibilidade da equipe com TI.

Adicionalmente, uma configuração ativa-ativa pode dobrar o desempenho do seu ambiente com armazenamento, pois distribui as requisições entre dois sistemas. Essa abordagem otimiza o investimento em hardware e garante que seus recursos sejam utilizados com máxima eficiência.

Alcançar esse nível com resiliência e performance, no entanto, exige mais que apenas a compra com equipamentos. Requer uma análise profunda do seu ambiente e um projeto bem estruturado. Se você busca elevar a proteção e a eficiência da sua infraestrutura, entre em contato conosco. Nossa consultoria especializada pode desenhar a solução ideal para garantir a continuidade do seu negócio.

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Carla Mendes Kuerten

Carla Mendes Kuerten

Especialista em storages
"Com mais de 15 anos de experiência em sistemas de armazenamento e backup, Carla é uma entusiasta da tecnologia e aplica seu conhecimento para garantir que todos possam entender conceitos básicos sobre servidores e sistemas de armazenamento de todos os tamanhos. Sua paixão é conectar pessoas às melhores soluções do mercado, tornando a compra de storages uma experiência positiva e sem preocupações."

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