Quando definir classes de storage?

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Muitas empresas enfrentam um desafio comum com o volume crescente em seus dados. Arquivos importantes para o negócio frequentemente dividem o mesmo espaço com informações antigas ou pouco acessadas. Essa mistura prejudica a performance e eleva os custos operacionais sem qualquer necessidade.

O resultado direto é uma infraestrutura lenta e cara. Os backups demoram mais para completar e as aplicações críticas competem por recursos com dados que raramente são utilizados. Sem uma estratégia clara, o orçamento para TI acaba consumido por hardware superdimensionado.

Assim, a organização do armazenamento em categorias se torna uma ação fundamental. Essa abordagem equilibra o desempenho necessário para cada tipo de arquivo com a otimização dos investimentos em tecnologia. A definição correta das classes é a resposta para uma infraestrutura eficiente.

Quando definir classes de storage?

O momento ideal para definir classes de storage surge quando a empresa precisa equilibrar a performance no acesso aos dados com a otimização dos custos. A classificação separa arquivos com base na frequência de uso. Por isso, os dados quentes ficam em mídias rápidas enquanto os dados frios migram para um armazenamento mais econômico.

Essa organização funciona com uma hierarquia simples. Os dados quentes são aqueles acessados diariamente como bancos de dados e máquinas virtuais. Eles exigem baixa latência e por isso ficam em SSDs. Já os dados frios compreendem arquivos para arquivamento ou conformidade legal. Eles podem residir em discos rígidos mais lentos ou na nuvem sem qualquer prejuízo.

A implementação dessa estrutura geralmente ocorre durante a expansão da infraestrutura ou quando os gargalos de desempenho aparecem. Por exemplo, se um servidor de arquivos demora muito para responder, talvez seja hora de mover os dados menos importantes para um segundo nível de armazenamento. Em muitos casos, essa ação simples resolve o problema sem exigir um grande investimento.

A organização dos dados por camadas

A estratificação do armazenamento organiza os dados em diferentes camadas ou tiers. Cada camada possui características distintas sobre custo, desempenho e capacidade. A ideia central é alinhar o valor do dado com o custo para armazená-lo. Um arquivo acessado a cada minuto não pode estar na mesma mídia que um relatório consultado apenas uma vez por ano.

Pense nisso como um sistema logístico. Os itens com alta rotatividade ficam próximos à área de expedição para um acesso rápido. Os produtos com pouca saída ficam em prateleiras mais distantes e baratas. A lógica para os dados é exatamente a mesma. O armazenamento all-flash serve como a área de expedição enquanto os storages com HDDs são o depósito para longo prazo.

A maioria dos sistemas modernos de armazenamento, como alguns servidores NAS, já incorpora ferramentas para automatizar esse processo. Eles monitoram o uso dos arquivos e os movem entre as camadas conforme as políticas configuradas pelo administrador. Isso simplifica bastante o gerenciamento diário.

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Identificando os dados quentes e frios

Para classificar os dados corretamente, primeiro você precisa identificá-los. A análise da frequência de acesso é o principal critério. Ferramentas de monitoramento presentes em sistemas operacionais e em soluções de armazenamento ajudam a coletar essas informações. Elas registram quando cada arquivo foi lido ou modificado pela última vez.

Os dados quentes são fáceis de apontar. Eles incluem bancos de dados para sistemas ERP, arquivos de projetos ativos e perfis de usuários em um ambiente virtualizado. Esses arquivos são vitais para as operações diárias. Portanto, qualquer atraso no acesso a eles impacta diretamente a produtividade. Eles são os candidatos perfeitos para a camada de alta performance.

Por outro lado, os dados frios abrangem um volume muito maior de informações. Backups antigos, projetos concluídos há vários anos e e-mails arquivados são exemplos comuns. Embora seu valor para o negócio seja baixo no dia a dia, eles precisam ser mantidos por questões legais ou históricas. A sua migração para um tier mais lento libera recursos preciosos no armazenamento principal.

O papel das políticas na automação

A definição de políticas claras é o que torna o tiering automático uma ferramenta poderosa. Essas regras determinam as condições para um dado migrar entre as camadas. Um administrador pode criar uma política simples como: "se um arquivo não for acessado por mais de 90 dias, mova-o para a camada de capacidade".

Essa automação reduz drasticamente a carga de trabalho manual. Sem ela, um profissional de TI precisaria analisar logs e mover arquivos entre volumes periodicamente. Com as políticas, o próprio sistema executa essa tarefa em segundo plano. Isso garante que os dados estejam sempre no lugar certo sem intervenção constante.

Alguns sistemas avançados também permitem políticas mais complexas. Elas podem considerar o tipo de arquivo, o proprietário ou metadados específicos. Por exemplo, todos os arquivos com a extensão .bak podem ser enviados diretamente para a camada de arquivamento após sua criação. Essa flexibilidade ajusta a estratégia de armazenamento às necessidades específicas do negócio.

As camadas de performance com All-Flash

A camada de performance, ou tier 0, é construída com as tecnologias mais rápidas disponíveis. Atualmente, os SSDs NVMe dominam esse espaço. Eles oferecem taxas de IOPS altíssimas e latências muito baixas. Por isso, são ideais para cargas de trabalho que exigem respostas quase instantâneas.

Aplicações como bancos de dados transacionais, ambientes de virtualização densos e plataformas de análise em tempo real se beneficiam imensamente dessa camada. Ao executar essas cargas em um storage all-flash, as empresas eliminam gargalos que antes limitavam suas operações. A diferença na experiência do usuário é notável.

No entanto, o custo por terabyte em um sistema all-flash ainda é consideravelmente maior que em sistemas baseados em discos rígidos. Por essa razão, seu uso deve ser seletivo. Apenas os dados mais críticos e frequentemente acessados justificam o investimento nesse tier. Manter arquivos frios aqui é um desperdício de recursos financeiros.

O nível para capacidade com discos rígidos

A camada de capacidade, ou tier 1, representa o equilíbrio entre custo e desempenho. Ela geralmente utiliza discos rígidos SAS ou SATA corporativos. Embora sejam mais lentos que os SSDs, esses discos oferecem uma grande capacidade de armazenamento a um preço muito mais acessível. São a espinha dorsal para a maioria dos servidores de arquivos.

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Este nível é perfeito para armazenar documentos, planilhas, apresentações e outros arquivos de escritório. Ele também serve bem para backups recentes e dados de aplicações com menor exigência de performance. A maioria dos dados gerados por uma empresa se encaixa confortavelmente nessa categoria.

Muitos sistemas NAS modernos combinam uma pequena quantidade de SSDs para cache com um grande volume de HDDs. Essa abordagem híbrida acelera as operações de leitura e escrita mais frequentes. Com isso, o sistema entrega um desempenho percebido muito próximo a um all-flash para várias tarefas comuns, mas com um custo total bem menor.

O armazenamento para arquivamento e nuvem

A camada de arquivamento, ou tier 2, é projetada para o armazenamento de longo prazo com o menor custo possível. Aqui, a performance de acesso é secundária. O principal objetivo é reter grandes volumes de dados de forma segura e econômica. Discos rígidos de alta capacidade e baixa rotação são frequentemente usados para essa finalidade.

Além dos discos, as bibliotecas de fita e os serviços de armazenamento em nuvem fria como o Amazon S3 Glacier são alternativas populares. As fitas oferecem um custo por terabyte imbatível para dados que raramente serão acessados. A nuvem, por sua vez, adiciona a vantagem da redundância geográfica e um modelo de pagamento por uso.

Dados que precisam ser mantidos por anos por força de lei ou regulamentação são os principais ocupantes dessa camada. Ao mover esses arquivos para um tier de arquivamento, as empresas liberam espaço valioso em seus sistemas primários e reduzem os custos com backup e manutenção.

Riscos ao ignorar a classificação dos arquivos

Ignorar a classificação de dados em um ambiente de TI gera uma série de problemas práticos. O primeiro e mais óbvio é o custo elevado. Manter todos os arquivos em um armazenamento de alta performance significa pagar um preço premium por terabytes que poderiam estar em mídias muito mais baratas.

Além do impacto financeiro, a performance geral do sistema sofre. Os dados quentes passam a competir por IOPS com uma massa de dados frios. Como resultado, as aplicações críticas podem ficar lentas e os tempos de resposta para os usuários aumentam. Isso afeta diretamente a produtividade e pode gerar frustração.

A gestão de backups também se torna mais complexa e demorada. As janelas para backup se estendem porque o sistema precisa processar um volume de dados muito maior que o necessário. Em uma situação de desastre, a restauração de arquivos essenciais pode demorar mais, pois eles estão misturados com dados sem importância. A falta de organização, portanto, eleva os riscos operacionais.

A arquitetura ideal para sua infraestrutura

A escolha da classe de armazenamento correta é o ponto de equilíbrio entre a performance necessária para o dia a dia e a otimização dos custos operacionais. Identificar o momento ideal para mover dados entre as camadas depende diretamente da frequência de acesso e da importância que cada arquivo tem para o negócio. Uma análise cuidadosa desses fatores é o primeiro passo.

Uma arquitetura híbrida que combina diferentes tecnologias de armazenamento geralmente oferece o melhor retorno sobre o investimento. Um storage NAS com suporte a tiering automático, por exemplo, simplifica essa gestão. O equipamento pode usar SSDs para dados quentes e HDDs para dados frios, movendo os arquivos entre eles de forma inteligente.

Se você precisa de suporte especializado para desenhar essa arquitetura ou adquirir equipamentos de alta performance, nossa equipe está à disposição. Oferecemos soluções personalizadas e consultoria técnica para elevar a eficiência da sua infraestrutura. A implementação de uma estratégia de tiering bem planejada é a resposta para um ambiente de TI mais rápido, seguro e econômico.

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Carla Mendes Kuerten

Carla Mendes Kuerten

Especialista em storages
"Com mais de 15 anos de experiência em sistemas de armazenamento e backup, Carla é uma entusiasta da tecnologia e aplica seu conhecimento para garantir que todos possam entender conceitos básicos sobre servidores e sistemas de armazenamento de todos os tamanhos. Sua paixão é conectar pessoas às melhores soluções do mercado, tornando a compra de storages uma experiência positiva e sem preocupações."

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