O que é um NAS em cloud?

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Muitas empresas enfrentam dificuldades para gerenciar arquivos entre equipes remotas. A dispersão dos dados em vários computadores e serviços públicos cria silos, aumenta os riscos com segurança e dificulta a colaboração.

Essa falta de um repositório centralizado também eleva os custos operacionais e expõe informações sensíveis a falhas. Sem um controle unificado, a recuperação após um incidente se torna complexa e demorada.

Assim, a busca por uma solução que combine acessibilidade global com o controle granular de um servidor local se intensificou bastante. Uma arquitetura híbrida surge como a resposta para esses desafios.

O que é um NAS em cloud?

Um NAS em cloud é um servidor para armazenamento virtual que opera em uma infraestrutura de nuvem como AWS, Azure ou Google Cloud. Ele replica as funcionalidades de um equipamento físico, mas utiliza recursos computacionais e de armazenamento providos por esses serviços. Com isso, ele centraliza os arquivos em um único local e os torna acessíveis via internet através de protocolos padrão como SMB e NFS. Basicamente, é como ter seu servidor de arquivos corporativo disponível em qualquer lugar do mundo.

Essa tecnologia funciona com uma instância virtual que executa um software especializado em gerenciamento de arquivos. Os dados propriamente ditos ficam armazenados em serviços de objetos, como o Amazon S3, que oferecem alta durabilidade e escalabilidade. Alguns sistemas também incluem um gateway local, um dispositivo físico que mantém um cache dos arquivos mais acessados para acelerar o desempenho e reduzir a latência para os usuários no escritório.

A principal aplicação para essa arquitetura é unificar o acesso aos dados para equipes distribuídas geograficamente. Em vez de cada filial ter seu próprio servidor, todas se conectam a uma única fonte na nuvem. Isso simplifica a administração, garante a consistência das informações e facilita a implementação de políticas globais sobre segurança e backup.

Como essa tecnologia funciona na prática?

Na prática, o acesso aos arquivos em um NAS na nuvem é transparente para o usuário final. Ele mapeia uma unidade de rede em seu computador Windows ou macOS exatamente como faria com um servidor local. Para o sistema operacional, não há qualquer diferença. A conexão geralmente ocorre por uma VPN corporativa, que cria um túnel seguro entre o endpoint do usuário e a rede virtual na nuvem onde o NAS está hospedado.

A administração do sistema também é centralizada por uma interface web. Nela, o gestor de TI configura volumes, cria compartilhamentos, define permissões de acesso para usuários ou grupos e monitora o uso dos recursos. Muitas soluções se integram com o Active Directory, por isso as mesmas credenciais da rede local valem para acessar os arquivos na nuvem, o que simplifica bastante a gestão das identidades.

Além disso, recursos avançados como snapshots e replicação são facilmente configurados. Os snapshots criam cópias pontuais dos dados, que podem ser restauradas rapidamente em caso de um ataque por ransomware ou exclusão acidental. A replicação para outra região geográfica do provedor de nuvem também aumenta a resiliência do sistema e prepara a empresa para uma recuperação de desastres.

A diferença para um storage tradicional

A principal diferença entre um NAS em nuvem e um storage tradicional reside na sua natureza física. Um NAS local é um hardware que você compra, instala em seu datacenter e gerencia diretamente. Sua capacidade e desempenho são finitos, limitados pelas baias para discos e pela configuração do hardware. A expansão frequentemente exige a compra de um novo equipamento ou módulos adicionais, um processo que envolve investimento e tempo.

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Por outro lado, um NAS virtualizado não possui essas amarras físicas. Sua capacidade de armazenamento é praticamente ilimitada, pois se baseia em serviços de nuvem que escalam sob demanda. Se você precisa de mais espaço, basta alocar. O mesmo vale para o poder de processamento. Caso a carga de trabalho aumente, é possível ajustar a instância virtual para uma configuração com mais CPU e memória RAM em poucos minutos.

No entanto, o desempenho é um ponto de atenção. Enquanto um NAS local oferece altíssimas velocidades na rede LAN, o modelo em nuvem depende da qualidade da conexão com a internet. A latência é inerentemente maior, embora possa ser mitigada com o uso de gateways de cache locais. A escolha entre os dois modelos, portanto, depende do perfil de acesso aos dados e da localização dos usuários.

Centralização e acesso remoto aos arquivos

O maior benefício de um NAS hospedado na nuvem é a centralização definitiva dos dados corporativos. Arquivos que antes ficavam espalhados por notebooks, servidores de filiais e contas pessoais em serviços de nuvem pública agora convergem para um único repositório. Essa organização melhora a governança sobre as informações, pois tudo fica sob o controle da equipe de TI.

Com os dados centralizados, o trabalho remoto e a colaboração entre equipes se tornam muito mais eficientes. Um arquiteto em São Paulo pode trabalhar no mesmo projeto que um engenheiro em Lisboa, ambos acessando a versão mais atualizada dos arquivos em tempo real. Isso elimina os problemas com controle de versão e a necessidade de enviar arquivos pesados por e-mail ou outros meios inseguros.

Essa arquitetura também simplifica a rotina de backup. Em vez de gerenciar agentes de backup em dezenas de máquinas, a empresa concentra sua estratégia em um único ponto. Os snapshots automáticos e a replicação entre regiões garantem que os dados estejam protegidos contra falhas de hardware, erros humanos e desastres naturais com um esforço administrativo mínimo.

A segurança em um ambiente virtual

Muitos gestores questionam a segurança ao mover dados corporativos para a nuvem. No entanto, um NAS virtual, quando bem configurado, pode oferecer um nível de proteção superior ao de muitas infraestruturas locais. Os principais provedores de nuvem investem bilhões em segurança física e lógica, com certificações que poucas empresas conseguem obter por conta própria.

A segurança dos dados em trânsito é garantida com criptografia ponta a ponta, geralmente por meio de uma conexão VPN. Para os dados em repouso, a criptografia também é um padrão. O administrador pode usar chaves gerenciadas pelo provedor de nuvem ou trazer suas próprias chaves para ter controle total sobre o acesso. As permissões de acesso baseadas em função (RBAC) garantem que cada usuário veja apenas as pastas e arquivos que lhe competem.

Além disso, os recursos de auditoria e logs são extremamente detalhados. É possível rastrear quem acessou, modificou ou excluiu qualquer arquivo, uma funcionalidade essencial para conformidade com regulamentações como a LGPD. Em caso de atividade suspeita, alertas automáticos podem ser configurados para notificar a equipe de TI imediatamente, o que permite uma resposta rápida a possíveis ameaças.

Desempenho e a questão da latência

O desempenho de um NAS na nuvem é diretamente influenciado por dois fatores: a velocidade do link de internet e a distância física até o datacenter do provedor. Para tarefas que envolvem arquivos pequenos e acesso esporádico, a latência raramente é um problema. Porém, para cargas de trabalho intensivas, como edição de vídeo ou manipulação de grandes bancos de dados, o tempo de resposta pode impactar a produtividade.

Para contornar essa limitação, várias soluções oferecem gateways de cache. Esses são appliances, físicos ou virtuais, instalados no escritório local. Eles armazenam uma cópia dos arquivos mais acessados ou "quentes". Quando um usuário solicita um desses arquivos, o acesso é feito em velocidade de rede local, eliminando a latência da internet. As alterações são sincronizadas de forma assíncrona com a nuvem.

Portanto, a implementação exige uma análise cuidadosa sobre o perfil de uso dos dados. Para equipes totalmente remotas, a latência é uma condição aceita. Para ambientes híbridos, com pessoal no escritório e em casa, a combinação do NAS na nuvem com um gateway de cache local frequentemente oferece o melhor equilíbrio entre acessibilidade global e performance local.

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Custos associados ao serviço

Avaliar o custo de um NAS em cloud é mais complexo que comprar um equipamento físico. O modelo é baseado em assinatura (OPEX) em vez de um grande investimento inicial (CAPEX). Os custos são compostos por várias partes. A primeira é a licença do software do NAS virtual, que pode ser cobrada por hora ou mensalmente.

A segunda e geralmente maior parte do custo vem do provedor de nuvem. Isso inclui o valor pelo armazenamento dos dados (cobrado por gigabyte/mês), o custo da instância de computação que executa o NAS e, principalmente, as taxas de transferência de dados. A saída de dados da nuvem (egress) costuma ser o item mais caro e imprevisível, exigindo um bom planejamento.

Ainda assim, para muitas empresas, o custo total de propriedade (TCO) pode ser menor. O modelo elimina despesas com energia, refrigeração, manutenção de hardware e espaço físico no datacenter. A capacidade de escalar ou reduzir recursos conforme a necessidade também evita gastos com equipamentos superdimensionados, o que otimiza o uso do orçamento de TI.

Aplicações em ambientes corporativos

As aplicações para um NAS virtualizado são diversas e atendem a várias necessidades corporativas. Empresas de mídia e entretenimento o utilizam como um repositório central para arquivos de vídeo e projetos de pós-produção, permitindo que editores e artistas colaborem de qualquer lugar. A escalabilidade da nuvem é perfeita para lidar com os terabytes gerados por produções em 4K e 8K.

Escritórios de arquitetura e engenharia também se beneficiam ao centralizar seus projetos de CAD e BIM. Isso garante que todos os envolvidos, desde o arquiteto até o engenheiro no canteiro de obras, estejam sempre trabalhando com a planta mais recente. O controle de versão e o acesso seguro por dispositivos móveis são diferenciais importantes nesse cenário.

Outra aplicação comum é a consolidação de servidores de arquivos de filiais. Em vez de manter e proteger dezenas de servidores espalhados, a TI consolida tudo em uma única instância na nuvem. Isso simplifica drasticamente a administração, o backup e a segurança, além de reduzir os custos com hardware e suporte local em cada escritório.

Implementar um armazenamento híbrido

A implementação de um NAS em nuvem ou uma estratégia de armazenamento híbrido requer planejamento. O primeiro passo é analisar o perfil dos dados e o padrão de acesso dos usuários. Quais dados precisam de acesso de baixa latência? Quais podem tolerar um tempo de resposta maior? Essa análise determinará a necessidade de um gateway de cache local.

A escolha do provedor de nuvem e da solução de NAS virtual também é uma decisão importante. É preciso avaliar a compatibilidade com os sistemas existentes, a facilidade de gerenciamento, os recursos de segurança e, claro, o modelo de precificação. Algumas soluções, como as oferecidas por QNAP, combinam hardware local com integração nativa a serviços de nuvem, o que facilita a criação de um ambiente híbrido coeso.

Por fim, a migração dos dados deve ser feita de forma faseada e controlada para minimizar o impacto nas operações. Ferramentas de sincronização podem ser usadas para mover os dados para a nuvem gradualmente, com uma virada de chave final ocorrendo durante uma janela de manutenção planejada. Um projeto bem executado resulta em uma infraestrutura de arquivos mais flexível e resiliente.

A consultoria certa para sua infraestrutura

Adotar uma arquitetura de NAS na nuvem transforma a maneira como sua empresa gerencia e acessa informações. A transição, porém, envolve decisões técnicas complexas sobre provedores, configurações de rede, políticas de segurança e estratégias de migração. Um passo em falso pode resultar em custos inesperados ou desempenho abaixo do esperado.

Nesse cenário, contar com conhecimento especializado é fundamental. Nosso portal oferece artigos técnicos e aprofundados que auxiliam profissionais e empresas a navegar por essas escolhas. Analisamos as tecnologias disponíveis no mercado, comparamos soluções e fornecemos a base técnica para que sua equipe tome a melhor decisão para o seu negócio.

Para empresas que buscam centralizar seus dados com segurança, facilitar o trabalho remoto e otimizar custos, uma infraestrutura de armazenamento híbrida e bem planejada é a resposta. Nós ajudamos você a projetar e implementar a solução ideal, garantindo que sua infraestrutura de TI opere com máxima eficiência e performance.

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Carla Mendes Kuerten

Carla Mendes Kuerten

Especialista em storages
"Com mais de 15 anos de experiência em sistemas de armazenamento e backup, Carla é uma entusiasta da tecnologia e aplica seu conhecimento para garantir que todos possam entender conceitos básicos sobre servidores e sistemas de armazenamento de todos os tamanhos. Sua paixão é conectar pessoas às melhores soluções do mercado, tornando a compra de storages uma experiência positiva e sem preocupações."

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