O que é um NAS com iSCSI?

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Muitas empresas enfrentam limitações com o armazenamento interno dos seus servidores. Esse problema frequentemente compromete o desempenho em aplicações críticas.

 

Um cenário assim gera gargalos operacionais e dificulta a gestão em ambientes virtualizados. A expansão da infraestrutura também se torna complexa e cara.

 

Assim, a busca por uma solução centralizada e veloz vira uma necessidade. Uma infraestrutura baseada em rede que combine flexibilidade com alta performance é a resposta para esse desafio.

O que é um NAS com iSCSI?

NAS com iSCSI é um dispositivo para armazenamento conectado à rede que utiliza o protocolo iSCSI. Esse protocolo transporta comandos SCSI sobre redes TCP/IP padrão. Por isso, ele faz o armazenamento remoto aparecer para um servidor como um disco rígido localmente conectado.

 

Diferente do compartilhamento tradicional por arquivos via SMB ou NFS, o acesso iSCSI opera em nível de bloco. Na prática, o servidor anfitrião gerencia o sistema de arquivos diretamente. Essa abordagem quase sempre melhora a latência e a taxa de transferência para certas cargas de trabalho.

 

Imagine conectar um disco externo ao seu computador com um cabo Ethernet muito longo. O sistema operacional enxerga esse disco como se estivesse fisicamente presente. Essa analogia simplifica a forma como a tecnologia funciona em um ambiente de TI.

Como o iSCSI funciona na prática?

A comunicação iSCSI envolve dois componentes principais. O primeiro é o "iniciador" que fica no servidor e solicita o acesso ao armazenamento. O segundo é o "alvo" que está no NAS e fornece o espaço em disco solicitado. Ambos se comunicam pela rede Ethernet.

 

O NAS apresenta o armazenamento aos servidores na forma de LUNs (Logical Unit Numbers). Cada LUN é um volume de armazenamento em bloco que um iniciador pode mapear e formatar com seu próprio sistema de arquivos como NTFS ou VMFS. Vários servidores podem acessar diferentes LUNs no mesmo storage.

 

Toda essa troca de dados ocorre dentro de pacotes TCP/IP. Por isso, a tecnologia aproveita a infraestrutura de rede já existente. Isso elimina a necessidade de hardware específico e caro como o Fibre Channel.

A diferença fundamental para o acesso via arquivos

O acesso a arquivos via SMB ou NFS é simples e direto. Um usuário solicita um arquivo pelo nome e o servidor NAS localiza e entrega os dados. Nesse modelo, o próprio NAS gerencia todo o sistema de arquivos e as permissões.

 

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Já o acesso em bloco com iSCSI transfere a responsabilidade do sistema de arquivos para o cliente. O servidor "vê" um disco bruto e o formata como se fosse uma unidade interna. Essa arquitetura é muito mais eficiente para aplicações que realizam várias operações pequenas de leitura e escrita.

 

Essa distinção é importante. Enquanto o compartilhamento de arquivos é ótimo para colaboração em documentos, o acesso em bloco é projetado para performance em infraestruturas de servidores. Cada um possui um propósito bem definido.

Principais aplicações para o armazenamento em bloco

Ambientes de virtualização são os maiores beneficiados pelo armazenamento em bloco. Plataformas como VMware vSphere e Microsoft Hyper-V usam datastores iSCSI para hospedar máquinas virtuais. Isso melhora o desempenho das VMs e habilita recursos avançados como a migração ao vivo.

 

Bancos de dados também se favorecem muito com a baixa latência do iSCSI. Aplicações como SQL Server e Oracle acessam os dados mais rapidamente. O resultado é uma resposta mais ágil para consultas e transações complexas.

 

Além disso, alguns servidores de aplicação com cargas intensivas de I/O operam melhor sobre armazenamento em bloco. A tecnologia garante um caminho direto e rápido para os dados, sem a sobrecarga de um protocolo de arquivos.

A importância da rede para o desempenho

O desempenho de uma solução iSCSI depende diretamente da qualidade da rede. Uma infraestrutura de rede lenta ou congestionada criará gargalos e anulará os benefícios da tecnologia. Por isso, a configuração da rede é um ponto de atenção.

 

Uma conexão Gigabit Ethernet (1GbE) é o requisito mínimo para operações básicas. No entanto, para ambientes de produção com múltiplas máquinas virtuais ou bancos de dados movimentados, uma rede de 10GbE ou superior é fortemente recomendada. Algumas empresas já migram para 25GbE.

 

Técnicas como agregação de link (Link Aggregation) e MPIO (Multi-Path I/O) também são essenciais. Elas aumentam a largura de banda disponível e criam caminhos redundantes para o armazenamento. Isso garante a continuidade do serviço mesmo se uma porta de rede ou cabo falhar.

Configurando um alvo iSCSI em um NAS

A configuração de um alvo iSCSI em um NAS moderno é um processo relativamente direto. Geralmente, o primeiro passo envolve a criação de um LUN no painel de gerenciamento do storage. Você define o tamanho do volume que será apresentado ao servidor.

 

Depois, você cria um alvo iSCSI e associa o LUN a ele. Medidas de segurança são importantes nessa etapa. A autenticação CHAP, por exemplo, exige uma senha para a conexão, enquanto o mascaramento de LUN restringe quais servidores podem enxergar cada volume.

 

No lado do servidor, o administrador configura o iniciador iSCSI para se conectar ao endereço IP do NAS. Após a conexão, o novo disco aparece no sistema operacional e pode ser particionado e formatado. A partir daí, seu uso é transparente para as aplicações.

Vantagens da centralização com essa tecnologia

A principal vantagem é a consolidação do armazenamento. Em vez de ter vários servidores com discos internos subutilizados, é possível centralizar todo o armazenamento em um único NAS. Isso simplifica o gerenciamento e otimiza o uso do espaço.

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A flexibilidade também aumenta bastante. Provisionar um novo volume de armazenamento para um servidor se torna uma tarefa de software. Não é mais preciso abrir o gabinete para instalar um novo disco físico. A alocação de espaço é dinâmica e rápida.

 

Além disso, o custo-benefício é um grande atrativo. A tecnologia iSCSI utiliza a infraestrutura de rede Ethernet que a maioria das empresas já possui. Isso evita investimentos altos em redes de armazenamento dedicadas como Fibre Channel.

Riscos e pontos para atenção

Apesar das vantagens, existem alguns riscos. A rede se torna um ponto crítico. Se o switch principal que conecta os servidores ao NAS falhar, todos os sistemas perdem o acesso ao armazenamento. Por isso, a redundância na rede é fundamental.

 

O próprio NAS também pode ser um ponto único de falha. Soluções de alta disponibilidade com controladoras e fontes de alimentação redundantes minimizam esse risco. A replicação de dados para um segundo equipamento oferece uma camada adicional de proteção.

 

A configuração também exige um conhecimento técnico um pouco maior em comparação com um simples compartilhamento de arquivos. Uma implementação mal planejada, sem as devidas otimizações de rede, pode resultar em um desempenho insatisfatório.

Quando escolher um NAS com suporte a iSCSI?

A escolha por um NAS com iSCSI faz sentido quando a performance é uma prioridade. Se você executa máquinas virtuais, bancos de dados ou outras aplicações sensíveis à latência, o armazenamento em bloco é a melhor opção. Ele entrega um desempenho muito superior ao de protocolos de arquivo.

 

Essa tecnologia também é ideal para expandir a capacidade de armazenamento de servidores existentes. Em vez de comprar novos discos internos, você pode simplesmente alocar um LUN do seu storage de rede. Essa abordagem é mais escalável e fácil de gerenciar.

 

Por outro lado, para o compartilhamento de documentos entre estações de trabalho ou para backup de arquivos simples, um NAS configurado com SMB/NFS geralmente é suficiente. A complexidade do iSCSI não se justifica nesses cenários mais simples.

Implementando uma infraestrutura resiliente

A adoção de um NAS com iSCSI transforma a maneira como os servidores acessam os dados. A tecnologia combina a performance do acesso em bloco com a flexibilidade das redes Ethernet. O resultado é uma infraestrutura de armazenamento escalável e eficiente.

 

No entanto, escolher o equipamento correto e planejar a configuração de rede são passos fundamentais para o sucesso. Fatores como a velocidade da rede, a redundância dos componentes e as políticas de segurança definem a resiliência de todo o ambiente.

 

Caso precise de suporte especializado para implementar essas soluções, nossa equipe técnica está à disposição. Oferecemos consultoria e equipamentos que garantem a máxima eficiência ao seu ambiente de TI. Um planejamento adequado é a resposta para uma infraestrutura sólida e de alta performance.

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Carla Mendes Kuerten

Carla Mendes Kuerten

Especialista em storages
"Com mais de 15 anos de experiência em sistemas de armazenamento e backup, Carla é uma entusiasta da tecnologia e aplica seu conhecimento para garantir que todos possam entender conceitos básicos sobre servidores e sistemas de armazenamento de todos os tamanhos. Sua paixão é conectar pessoas às melhores soluções do mercado, tornando a compra de storages uma experiência positiva e sem preocupações."

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